A
sensação de desconforto e apreensão experimentada pela antecipação, real ou
imaginária, de situações desagradáveis é chamada de “ansiedade”. A competição,
os estudos, o trabalho e outras atividades e situações da vida moderna tendem a
produzir ansiedade, que pode decorrer também de conflitos com amigos ou do
desgaste provocado por situações nunca antes experimentadas.
Dependendo
de fatores como personalidade e temperamento, a ansiedade manifesta-se como uma
preocupação vaga ou como um medo concreto de que alguma coisa terrível venha a
acontecer.
Não
é difícil entender por que as discussões e os conflitos com a família ou com os
amigos podem provocar ansiedade. Esses conflitos geralmente envolvem receio de
algum prejuízo emocional. Embora tal prejuízo possa não ser real, o medo que
desencadeia é verdadeiro. Às vezes, chega mesmo a afetar a auto-imagem do
indivíduo, que passa a duvidar de si mesmo e de sua eficiência no desempenho de
funções corriqueiras.
A
ansiedade é normalmente um sinal que alerta as pessoas para o fato de que algo
não vai bem, e as prepara para enfrentar o problema (ou os problemas),
colocando-as de sobreaviso. A ausência de ansiedade num quadro de stress pode
deixar o indivíduo apático e fazê-lo adotar atitudes do tipo “eu não me importo
com nada”, que fatalmente predispõem ao fracasso. Por isso, níveis moderados de
ansiedade podem ser benéficos, motivam a pessoa a lhe fornecerem uma sobrecarga
de energia, aumentando-lhe a capacidade para localizar e resolver o problema aflitivo.
Já
os níveis elevados de ansiedade tendem a ser prejudiciais, causando sentimentos
de desconforto e inquietação tão intensos que dispersam as energias do
indivíduo, esgotando-o física e mentalmente. No caso de ansiedade crônica, que
persiste por semanas ou meses, o efeito desgastante sobre o indivíduo torna-o
muito tenso, e podem ocorrer manifestações físicas como transpiração excessiva,
aceleração dos batimentos cardíacos e insônia. A capacidade de concentração
também fica prejudicada. Embora esses sintomas às vezes caracterizem também a
ansiedade normal, sua persistência por longo período de tempo indica que a
ansiedade está fora de controle.
Quando
isso acontece, a ansiedade não está mais servindo como um aviso: ela dominou o
indivíduo e se tornou fonte de problemas, frequentemente não mais relacionados
com a situação de stress que lhe deu origem.
O
excesso de ansiedade decorre de inúmeros fatores. A pessoa pode estar
simplesmente sobrecarregada ou ser obrigada a tomar grande número de decisões
importantes em curto período de tempo. Uma sucessão de eventos estressantes
provoca em muitas pessoas ansiedade profunda.
A
ansiedade em geral é superada quando desaparecem os problemas que a provocaram.
Mas, quando vai além deles, é importante procurar ajuda e consultar um médico.
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