Os sentimentos são a maneira como
nos percebemos. São a maneira pela qual
percebemos que estamos vivos. Sem
sentimentos não há existência, não há vida.
Falando com simplicidade, cada um de nós é os sentimentos que tem. Aquilo que sentimos a respeito de qualquer
coisa reflete nossa história e desenvolvimento, nossas influências passadas,
nossa agitação presente e nosso potencial futuro. Compreender nossos sentimentos é compreender
nossa reação ao mundo que nos circunda.
Sem consciência do que significam
nossos sentimentos, não há uma real consciência da vida.
Os sentimentos são a reação mais
direta à nossa percepção. Quando usamos
só as palavras para descrever aquilo que percebemos, na verdade estamos
tentando dominar nossos sentimentos, mais do que experimentá-los. O pensamento é muito mais um modo indireto de
enfrentarmos a realidade do que o sentimento.
São os sentimentos que nos dizem quando alguma coisa é dolorosa e
machuca, porque os sentimentos são o machucado.
O pensamento explica o machucado, justifica-o, racionaliza-o, coloca-o
dentro de uma perspectiva.
As pessoas mais inteligentes não
tem uma vantagem em particular sobre as outras na compreensão do que
sentem. Uma grande inteligência muitas
vezes é um severo empecilho quando é utilizada para racionalizar e encontrar um
equilíbrio entre a dor e a defesa e se apoiar em sua própria experiência como
guia.
Os sentimentos positivos ampliam
nosso senso de força e de bem-estar, produzindo prazer, uma sensação de
inteireza, vida e plenitude e esperança.
Os sentimentos negativos interferem no prazer, consomem energia e nos
deixam exauridos, com uma sensação de truncamento, vazio e solidão.
A desonestidade dos pais de se
recusarem a admitir seus próprios sentimentos pode tornar seus filhos ainda
mais rebeldes.
Nos anos que seguem à
adolescência, as controvérsias do passado continuam se apresentando e, no
mínimo, parcialmente resolvidas conforme a idade remove as defesas mesmo da
mais forte resistência. Nos anos
posteriores, não adianta mentir. O
espelho diz a verdade e precisamos aceita-la.
O que não é, necessariamente, uma confrontação com os fatos; significa
também aprendermos a desfrutar com alegria o que nos agrada. É muito ruim que não soubéssemos antes o que
agora sabemos sobre nós mesmos – que somos agora o que somos e temos sido o
tempo todo. Como é difícil simplesmente
aprender a ser!
Ansiedade é o medo de um mal ou
de uma perda, quer real, quer imaginária, que ainda não ocorreu nem tem
ocorrido, mas que não foi plenamente aceita.
Quando uma pessoa experimenta um
mal ou uma perda, ela sente dor.
A dor cria um desequilíbrio e
exige uma reação energética. Essa reação
corretiva precisa ser dirigida para fora, para a fonte da dor. A expressão dessa energia chama-se raiva.
Se essa culpa não for algo
aliviada pela aceitação da raiva inicial como uma reação razoável ao mal
inicial, ela se volta contra a pessoa que a sente.
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