terça-feira, 13 de janeiro de 2015

OS SENTIMENTOS



Os sentimentos são a maneira como nos percebemos.  São a maneira pela qual percebemos que estamos vivos.  Sem sentimentos não há existência, não há vida.  Falando com simplicidade, cada um de nós é os sentimentos que tem.  Aquilo que sentimos a respeito de qualquer coisa reflete nossa história e desenvolvimento, nossas influências passadas, nossa agitação presente e nosso potencial futuro.  Compreender nossos sentimentos é compreender nossa reação ao mundo que nos circunda.

Sem consciência do que significam nossos sentimentos, não há uma real consciência da vida.

Os sentimentos são a reação mais direta à nossa percepção.  Quando usamos só as palavras para descrever aquilo que percebemos, na verdade estamos tentando dominar nossos sentimentos, mais do que experimentá-los.  O pensamento é muito mais um modo indireto de enfrentarmos a realidade do que o sentimento.  São os sentimentos que nos dizem quando alguma coisa é dolorosa e machuca, porque os sentimentos são o machucado.  O pensamento explica o machucado, justifica-o, racionaliza-o, coloca-o dentro de uma perspectiva.

As pessoas mais inteligentes não tem uma vantagem em particular sobre as outras na compreensão do que sentem.  Uma grande inteligência muitas vezes é um severo empecilho quando é utilizada para racionalizar e encontrar um equilíbrio entre a dor e a defesa e se apoiar em sua própria experiência como guia.

Os sentimentos positivos ampliam nosso senso de força e de bem-estar, produzindo prazer, uma sensação de inteireza, vida e plenitude e esperança.  Os sentimentos negativos interferem no prazer, consomem energia e nos deixam exauridos, com uma sensação de truncamento, vazio e solidão.

A desonestidade dos pais de se recusarem a admitir seus próprios sentimentos pode tornar seus filhos ainda mais rebeldes.

Nos anos que seguem à adolescência, as controvérsias do passado continuam se apresentando e, no mínimo, parcialmente resolvidas conforme a idade remove as defesas mesmo da mais forte resistência.  Nos anos posteriores, não adianta mentir.  O espelho diz a verdade e precisamos aceita-la.  O que não é, necessariamente, uma confrontação com os fatos; significa também aprendermos a desfrutar com alegria o que nos agrada.  É muito ruim que não soubéssemos antes o que agora sabemos sobre nós mesmos – que somos agora o que somos e temos sido o tempo todo.  Como é difícil simplesmente aprender a ser!

Ansiedade é o medo de um mal ou de uma perda, quer real, quer imaginária, que ainda não ocorreu nem tem ocorrido, mas que não foi plenamente aceita.

Quando uma pessoa experimenta um mal ou uma perda, ela sente dor.

A dor cria um desequilíbrio e exige uma reação energética.  Essa reação corretiva precisa ser dirigida para fora, para a fonte da dor.  A expressão dessa energia chama-se raiva.

Se essa culpa não for algo aliviada pela aceitação da raiva inicial como uma reação razoável ao mal inicial, ela se volta contra a pessoa que a sente.


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