sábado, 5 de julho de 2014

SE ACEITE COMO VOCÊ É



A auto-aceitação pode, a princípio, parecer algo oposto à intenção de nos transformarmos interiormente. Entretanto, é uma atitude essencial no processo de desenvolvimento de nossa autoconfiança.


Como podemos desenvolver o amor e a estima por nós mesmos, se não formos capazes de nos aceitar exatamente como somos? Isto não significa que devemos nos tornar egocêntricos, continuarmos sendo como somos, negar nossos defeitos e nem tampouco abandonar a vontade de vencer nossos medos e limitações.


Mas a mudança é um processo que se desenvolve durante toda a vida e a motivação para a empreendê-la só surge se nos reconhecermos como seres valiosos e especiais, a quem o Poder Superior dedicou seu amor e atenção, independente de nossas falhas.


Ao analisarmos um ser humano podemos perceber nitidamente dificuldades, testes e desafios que ele trouxe para a presente vida, mas também ficam ali evidentes seus pontos fortes, suas qualidades e talentos.


Compreender que nossa totalidade inclui essa maravilhosa complexidade, onde se mesclam qualidades e limitações é um passo fundamental para o desenvolvimento de nosso amor-próprio.


Mas, para isso, é preciso antes de tudo libertar-se da ansiedade de querer ser outra pessoa. Essa ansiedade é o estado de tensão que surge entre o que você é e o que deseja ser. Busque o auto-aperfeiçoamento sem, no entanto, esquecer que já possui muitas qualidades e talentos que só estão à espera de serem reconhecidos e desenvolvidos por você.


Quem não se ama, aceita humilhação, desrespeito, exploração e toda forma de violência que o mundo quiser lhe impor. Amar-se, aceitar-se e desejar a cada dia obter o melhor da vida, sem que tenha de abrir mão de sua própria verdade, é o caminho mais seguro para alcançar equilíbrio e serenidade.


“O amor começa com o amor por si mesmo. Não seja egoísta, mas satisfeito consigo mesmo – e essas são duas coisas diferentes. Não seja um Narciso, não seja obcecado por si mesmo – mas o amor por si mesmo é um dever, um fenômeno básico. Apenas quando parte desse pressuposto é que você pode amar alguém”.


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