Em
meio à crise de identidade, o jovem vai partir em busca de novas
identificações, novos padrões de comportamento, sempre que possível, bem
diferentes dos que seus pais representam. Daí, a identificação com todo tipo de
modelos, desde os Menudos, até Gandhi, passando por filósofos, cientistas,
políticos, atletas, artistas, etc. Há muito tempo de tentativa e erro nesse
processo, e é interessante que nessa busca de fortalecimento de sua
personalidade haja momentos de tanta identificação que o adolescente
praticamente perca a sua própria identidade.
Nesse
momento há também uma enorme necessidade de pertencer a um grupo. O jovem
encontra-se a meio caminho entre infância e adolescência, enfrentando a toda
hora afirmações do tipo “você é grande demais para isso”, ou “você é pequeno
demais para aquilo.” Fica meio marginalizado tanto do mundo adulto como do
mundo infantil. O grupo, então, ajuda o indivíduo a encontrar a própria
identidade num contexto social. No grupo existe uma uniformidade de
comportamento, de pensamento, de hábitos. Nessa época em que a auto-imagem se
modifica radicalmente, o adolescente procura conforto em sua roda de
companheiros, padronizando suas ideias, suas atitudes. Um serve de modelo para
o outro. Sofrem de angústias semelhantes, e o grupo funciona como protetor
perante elas (uma espécie de substituto dos pais, segundo a psicanálise).
Curtem as mesmas experiências, e as vivenciam juntos.
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